segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um convite às mulheres ilheenses a participarem de um projeto para a nossa comunidade

Muitas vezes nos pegamos querendo ou pensando em praticar uma ação que promova o bem estar de nossas semelhantes, mas como e o que podemos fazer?

Pensando nisto, desde 2008 criamos na Cooperbom Turismo o projeto cooperativo "Empreender Mulher", com a participação de mulheres cooperativadas ou não. 


O projeto é focado no bem estar das mulheres, desenvolvendo atividades que as levem a canalizarem suas energias para produzirem algo em benefício do grupo e da comunidade.

Estamos buscando patrocínio e parcerias para os nossos programas, a empresa que se comprometer com nossos projetos, receberá um selo "empresa amiga da mulher" como incentivo e apoio à sua responsabilidade social.

Para saber como participar, nos contate via e-mail empreendermulher@hotmail.com

Seja uma empreendedora social, participe!

Texto: Maria Morais
(Gestora Ambiental, mestranda em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, co-fundadora da Cooperbom Turismo onde atua como Diretora de Alianças Estratégicas e Projetos, Professora de Inglês para mestrandos e doutorandos, idealizadora dentre outros, do Projeto Cooperativo Emprender Mulher). 

O Resgate da Feminilidade


Texto: * Maria Cristina 
Gostaria de refletir um pouco sobre o papel da mulher nos dias de hoje, a partir do seguinte questionamento: nós, mulheres, estaríamos deixando de lado nossa faceta doce, terna e maternal, para conquistar espaço no mercado de trabalho e mostrar nossa capacidade à sociedade? E será que o caminho para nos sentirmos plenas seria resgatar essa faceta?
Acredito que há um paradigma em torno dessa questão. O paradigma de que a mulher é frágil e de que em toda mulher há o desejo de ser mãe. E, por isso, ela deve ser doce, carinhosa e compreensiva. Por outro lado, existe a idéia de que devemos ser tratadas e valorizadas como os homens no ambiente profissional.
Infelizmente, ainda existe um certo machismo do século passado nos dias de hoje. Tanto que encontramos empresas nas quais há diferença salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo, principalmente nos cargos mais altos. Por isso, talvez as mulheres se sintam no dever de trabalhar mais para mostrar seu valor. O movimento feminista ajudou com que saíssem de suas casas e fossem para o mercado de trabalho. Porém, não garantiu que ambos os sexos seriam tratados da mesma maneira.
Mas o que realmente faz a diferença? A forma como o outro me vê ou a forma como eu mesma me percebo? Acredito que as mulheres que lidam bem consigo mesmas e com os papeis que devem desempenhar, não estão brigando por melhores salários. Elas já tem! E não se preocupam se os homens ganham mais ou não. Elas se importam com seu próprio valor, com quem são em sua essência.

COMO A MULHER PODE BUSCAR A SUA ESSÊNCIA

É possível ilustrar melhor essas questões com o filme Simplesmente Alice, do diretor Woody Allen. No filme, a personagem Alice, representada pela atriz Mia Farrow, possui uma vida familiar estável, com filhos, marido e conforto. Porém, conhece um outro homem e começa a ter fantasias a seu respeito. Ela decide procurar um médico chinês, devido a algumas dores no corpo. No entanto, o chinês entende o que Alice realmente precisa. Ele receita um tratamento à base de ervas mágicas, o qual irá mudar a vida dela por meio de uma jornada fascinante de autoconhecimento.
Ao longo do filme, Alice vê seu "mundo perfeito" desmoronar. Ela trai seu marido e também descobre a traição do mesmo. Quando opta pela separação e por ficar com o amante, este resolve voltar para sua ex-esposa. Ela se vê sozinha. Então, percebe que sua busca não é por um companheiro que a ame. Ela descobre que o que lhe falta para ser feliz, é ela mesma se amar e ir em busca de seus próprios ideais.
Ao meu ver, Alice descobre sua plenitude ao descobrir ela mesma, ou seja, ao seguir seus próprios desejos, e não o desejo dos outros. Ela saiu do "complexo de ser boazinha" para lutar pelo que ela queria, para buscar o que estava em sua essência.
Esse termo utilizado, o qual remete ao fato da mulher ter que ser boa, retirei de um dos contos descritos no livro Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola. Esse excelente livro sobre o universo feminino busca o resgate do arquétipo da mulher selvagem que existe dentro de cada uma de nós. A autora coloca que devemos ser fortes. Não uma força física, mas encontrar nossa própria essência, sem fugir, e, sim, convivendo ativamente com a natureza selvagem ao nosso próprio modo. Significa ser capaz de aprender e agüentar o que sabemos de nós mesmas. Manter-se firme e viver.
Somos capazes de administrar os diversos papéis que nos são impostos pela sociedade, mas sem nos subtermos a eles.
" Somos capazes de administrar os diversos papéis que nos são impostos pela sociedade, mas sem nos subtermos a eles. "
Sendo assim, podemos ser como a personagem Alice do início do filme, ao viver uma vida vazia, dependente do outro. Ou descobrir nossa essência, nos libertando desse estereótipo de "boazinha", para alcançar nossos reais desejos. Temos a escolha de ser terna e maternal, como independente e rebelde. Ou, quem sabe, podemos ser nós mesmas, com nossos anseios, dúvidas e angústias. Somos capazes de administrar os diversos papéis que nos são impostos pela sociedade, mas sem nos subtermos a eles. Convém respeitar a singularidade do que ser mulher representa para cada uma e percorrer o constante caminho do autoconhecimento. Portanto, não nos esqueçamos da mulher selvagem que existe em nós, e que está sempre pronta para os desafios que surgirem pelo caminho.
* Maria Cristina (Graduada em Ciências Contábeis, decidiu trilhar novos caminhos e buscou a Psicologia para realizar seu desejo de alma: contribuir para o desenvolvimento do ser humano. Atualmente, faz estágio em uma entidade filantrópica que insere adolescentes de baixa renda no mercado de trabalho. Maria Cristina executa atividades de avaliação psicológica em grupo ou individual, dinâmicas e orientação profissional. Entre as áreas da Psicologia com as quais mais tem afinidade estão as abordagens sistêmica, humanista e existencial).
Fonte: www.personare.com.br

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Parabéns à mais nova Gestora Ambiental


Atuante cooperativista e empreendedora, Maria Morais formou-se gestora ambiental no último dia 20 de agosto e já está em seu mestrado em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela Escas/Ipê.
Nossas congratulações e desejo de Sucesso!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CONGRATULAMOS MARIA MORAIS POR SUA CONQUISTA!

Nossa Diretora de Projetos e Alianças Estratégicas, idealizadora do Projeto Cooperativo Empreender Mulher, empreendedora e atuante cooperativista, Maria Morais, iniciou neste último dia 16 de agosto o Mestrado em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS/IPÊ campus Serra Grande.
Temos a certeza de que ela fará um excelente mestrado.

Parabéns Maria por esta conquista!


Texto e foto: Winston Meireles

domingo, 22 de agosto de 2010

ELISABETH CUSTODIO - UM EXEMPLO DE MULHER EMPREENDEDORA

Uma de nossas mais atuantes participantes em nosso "Projeto Cooperativo Empreender Mulher", Elisabeth Custodio foi contemplada com o prêmio "Saúde em Foco" neste último dia 12 de agosto em Ilhéus.

O evento ocorreu no Teatro Municipal com a participação de autoridades, familiares e amigos dos contemplados.

Elisabeth Custodio é Economista pela Faculdade de Economia São Luís (SP), e gestora empresarial pela FGV (RJ), nascida em São Paulo-SP, há 22 anos adotou Ilhéus como sua morada. Participa da Casa da Amizade do Rotary Clube de Ilhéus, promovendo eventos sociais e é diretora financeira da Cooperbom Turismo, uma verdadeira empreendedora social.

Parabéns Beth (como é carinhosamente chamada pelos amigos)!

Nós, mulheres do "Empreender Mulher" estamos muito orgulhosas de você.


Texto e foto: Maria Morais

LAR DOCE LAR - EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM CASA


Nós, mulheres tão atarefadas com nossas agendas diárias, precisamos estar atentas à boa educação dos nossos filhos e às boas práticas de educação ambiental que começa em casa.
São pequenas atitudes que todos podemos fazer em casa para despertar o cuidado com o meio ambiente em nossas crianças e em nossos adolescentes. 
1. Economizar água no banho, ao escovar os dentes, ao lavar a louça;
2. Conservar energia, usando somente o essencial, desligando aparelhos de video-game após o uso, evitar o stand by dos equipamentos;
3. Reciclar e reutilizar materiais que podem se transformar em horas divertidas de brincadeiras;
4. Praticar a coleta seletiva, estar atentos à hora da coleta urbana;
5. Doar roupas, sapatos e brinquedos;
6. Usar embalagens reutilizáveis para o lanche escolar;
7. Incentivar o uso das ecobags  quando ir ao supermercado;
8. Um passeio no parque, na praia ou no campo pode se tornar um excelente momento para aprender sobre a importância da conservação e preservação do meio ambiente e proporcionará uma maior conexão familiar fortalecendo as relações e os sentimentos.
Pequenas atitudes que bem observadas farão de nossas crianças adultos conscientes e comprometidos com a saúde do planeta.
A educação ambiental  começa em casa!
Texto e foto: Maria Morais
Gestora Ambiental, Mestranda em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, Cooperativista, Empreendedora Social e Mãe...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mensagem da ACI para o Dia Internacional do Cooperativismo 2010 “A mulher e o cooperativismo: conquistas e desafios para o empoderamento feminino”


Em todo o mundo, as mulheres estão escolhendo as cooperativas como resposta as suas necessidades econômicas e sociais - seja para alcançar aspirações empresariais, obter produtos e serviços que querem e necessitam, mas, acima de tudo, participar de uma empresa que se baseia em valores, em princípios éticos e proporcionam oportunidades de gerar investimentos. As mulheres estão descobrindo que as cooperativas representam opções atrativas. As cooperativas são empresas de propriedade conjunta e de gestão democrática guiadas por valores de ajuda mútua, responsabilidade compartilhada, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Elas situam as pessoas no centro de suas atividades e permitem aos membros, pela tomada de decisão democrática, escolher a forma de como alcançar suas aspirações econômicas, sociais e culturais.
Para as mulheres, as cooperativas têm um papel chave a desempenhar, pois são capazes de responder as suas necessidades práticas e estratégicas. Cooperativas formadas exclusivamente por mulheres ou constituídas por homens e mulheres oferecem meios organizativos eficazes para as sócias e empregadas melhorarem seu nível de vida, por meio das oportunidades de exercer trabalho decente e facilidades de poupança, crédito, saúde, habitação e serviços sociais como educação e capacitação. As cooperativas também oferecem às mulheres meios para participarem de atividades econômicas e exercerem influência, conquistando autonomia e auto-estima graças a esta participação. Elas contribuem, ainda, para melhorar a situação econômica, social e cultural das mulheres, promovendo a igualdade e mudando os preconceitos institucionais.
Para as empresárias, as cooperativas constituem um modelo de empresa particularmente atrativo. Ao agregar capital, as mulheres têm a capacidade de envolver-se nas atividades geradoras de investimentos e organizarem seu trabalho de uma maneira flexível, respeitando os múltiplos papeis que podem assumir na sociedade. Sejam oriundas de Burkina Faso, Índia, Japão,Justificar Honduras ou Estados Unidos, as mulheres compartilham experiências cooperativistas similares suas cooperativas exclusivamente conformadas por mulheres lhes permitiram ganhar confiança em si mesmas, ter responsabilidades profissionais, valorizar suas competências e melhorar seus meios de vida ao obter resultados de seu trabalho, além de acessar um amplo leque de serviços.
As mulheres também estão encontrando satisfação em integrar cooperativas que contam com a participação de homens. Na qualidade de sócias ou empregadas, elas estão descobrindo cooperativas que se esforçam para promover o respeito mútuo e a igualdade de oportunidades. Entretanto, é preciso muito mais para se alcançar a igualdade de gênero. As cooperativas são um reflexo de seus membros e da sociedade em que atuam e, portanto, refletem os preconceitos sociais e culturais predominantes. Apesar disso, elas vêm respondendo ao desafio de realizar mudanças na cultura organizacional, nos métodos de trabalho e nas oportunidades de educação e formação para que o empoderamento feminino se torne realidade. O empoderamento das mulheres tem cinco componentes: o sentimento de auto-estima; o direito de votar e ser votada; de ter acesso a oportunidades e recursos; poder controlar suas próprias vidas, tanto dentro como fora de casa; e a sua capacidade de influenciar a direção das mudanças da sociedade, para criar uma ordem social e econômica mais justa, nacional e internacionalmente.
A empresa cooperativa aborda cada um desses componentes e está fornecendo oportunidades reais de empoderamento para as mulheres em todas as regiões do mundo. Uma empresária bem sucedida e membro de uma cooperativa na Índia, senhora Kumari, resumiu a questão quando falou sobre sua experiência: "como eu gostaria de agradecer ao Banco Cooperativo de Mulheres por fazer de mim uma mulher com poderes que me permitem realizar meus sonhos."
Neste Dia Internacional do Cooperativismo, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) faz um chamado a seus cooperados para que reconheçam a contribuição fundamental das mulheres no desenvolvimento econômico, social e cultural em todo o mundo, reforçando o compromisso cooperativo de permitir o empoderamento das mulheres nas cooperativas e incentivar a sua participação no movimento cooperativista.
A Cooperbom Turismo congratula as mulheres que acreditam e participam do sistema cooperativo.

Fonte: OCB